Folheto Celebrativo | Ordenação Episcopal


 LIVRETO CELEBRATIVO

ORDENAÇÃO EPISCOPAL DO MONSENHOR

MONS. HUGO THEIN E LUKKE MULLER.

1. Antes do início da celebração, o que será ordenado, o sagrante principal, bem como os cerimoniários, devem analisar cada parte da celebração, seguindo as rubricas de maneira diligente e minuciosa. 
2. Só se inicie a celebração da Ordenação Episcopal com a Bula de Nomeação enviada pelo Pontífice. Ou, caso a Bula não tenha sido publicada, com a autorização do Núncio Apostólico.
Se a ordenação acontece na igreja catedral do ordenado, logo após a saudação ao ordenado, após o rito de ordenação, um dos presbíteros, se possível o Chanceler da Cúria, junto do ambão, lê a Ata de Posse, enquanto todos ouvem, sentados, e no final exclamam: Graças a Deus.

3. A Ordenação de Bispo se faça com a maior frequência de fiéis possível, em dia de domingo ou festa, principalmente na festa dos Apóstolos, a não ser que razões pastorais aconselhem outro dia. Não, porém, no Tríduo Pascal, na Quarta-feira de Cinzas, em toda a Semana Santa e na Comemoração dos Fiéis Defuntos.

4. Nas Solenidades, nos Domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, bem como nos dias da Oitava da Páscoa e nas festas dos Apóstolos, utiliza-se as orações, leituras e a cor litúrgica do dia.

5. O Bispo sagrante principal deve estar acompanhado pelo menos de mais dois Bispo consagrantes, que juntamente com ele e com o eleito concelebram a Missa. Caso um destes bispos se retire da celebração (e restar apenas 1 bispo consagrante); se não houver iniciado o propósito do eleito, prossegues-se a celebração sem a ordenação; se já houver iniciado o propósito do eleito, prossegue-se o rito de ordenação.

6. Podem ser abençoadas as insígnias antes da Missa.

PROCISSÃO DE ENTRADA

7. Quando estiver tudo preparado, realiza-se, como de costume, a procissão pela igreja até o altar. Vai à frente o Diácono com o livro dos Evangelhos, que será usado na Missa e na Ordenação, acompanhado dos outros Diáconos, se houver; seguem depois os Presbíteros concelebrantes; depois o eleito entre os seus Presbíteros assistentes; em seguida os Bispos ordenantes e, finalmente o Bispo ordenante principal com seus dois diáconos assistentes um pouco atrás. Chegando ao altar, feita a devida reverência, todos procuram os seus lugares. 
    Neste meio tempo, canta-se a Antífona de Entrada com seu salmo, ou outro canto apropriado.

CANTO DE ENTRADA

REUNIDOS EM TORNO DOS NOSSOS PASTORES
NÓS IREMOS A TI!
PROFESSANDO TODOS UMA SÓ FÉ
NÓS IREMOS A TI!
ARMADOS COM A FORÇA QUE VEM DO SENHOR
NÓS IREMOS A TI!
SOB O IMPULSO DO ESPÍRITO SANTO
NÓS IREMOS A TI!

IGREJA SANTA, TEMPLO DO SENHOR
GLÓRIA A TI, IGREJA SANTA, 
Ó CIDADE DOS CRISTÃOS
QUE TEUS FILHOS HOJE E SEMPRE 
VIVAM TODOS COMO IRMÃOS!

COM NOSSAS IRMÃS E IRMÃOS NOS CLAUSTROS,
NÓS IREMOS A TI!
COM OS NOSSOS IRMÃOS SOFREDORES,
NÓS IREMOS A TI!
COM OS PADRES QUE SOBEM AO ALTAR,
NÓS IREMOS A TI!
COM OS PADRES QUE PARTEM EM MISSÃO,
NÓS IREMOS A TI!

CURVADOS AO PESO DO NOSSO TRABALHO
NÓS IREMOS A TI!
CURVADOS AO PESO DE NOSSO PECADO
NÓS IREMOS A TI!
CONFIANTES POR SERMOS OS FILHOS DE DEUS
NÓS IREMOS A TI!
CONFIANTES POR SERMOS OS MEMBROS DE CRISTO
NÓS IREMOS A TI!

SAUDAÇÃO

Terminado o canto de entrada, toda a assembleia, de pé, faz o sinal da cruz enquanto o que preside diz:
Pres.: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
Ass.: Amém.

O que preside, voltado ao povo e abrindo os braços, saúda a todos:
Pres.: A paz esteja convosco.
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

8. O presidente poderá, em breves palavras, introduzir os fiéis na missa do dia.

ATO PENITENCIAL

Segue-se o Ato Penitencial. O que preside convida os fiéis à penitência.
Pres.: Irmãos, reconheçamos as nossas culpas para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:

Pres.: Confessemos os nossos pecados.
Ass.: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos, e a vós, irmãos, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Segue-se a absolvição sacerdotal:
Pres.: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.
Ass.: Amém.

CANTO

SENHOR, SENHOR, PIEDADE DE NÓS. 
SENHOR, SENHOR, PIEDADE DE NÓS. 

CRISTO JESUS, PIEDADE DE NÓS.
CRISTO JESUS, PIEDADE DE NÓS.

SENHOR, SENHOR, PIEDADE DE NÓS. 
SENHOR, SENHOR, PIEDADE DE NÓS. 


Quando for prescrito, canta-se ou recita-se o hino.

HINO DE LOUVOR

Pres.: GLORIA IN EXCELSIS DEO.

CANTO

GLORIA IN EXCELSIS DEO 
ET IN TERRA PAX HOMINIBUS 
BONÆ VOLUNTATIS, BONÆ VOLUNTATIS.

NÓS VOS LOUVAMOS, NÓS VOS BENDIZEMOS,
NÓS VOS ADORAMOS, NÓS VOS GLORIFICAMOS,
NÓS VOS DAMOS GRAÇAS POR VOSSA IMENSA GLÓRIA.
SENHOR DEUS, REI DOS CÉUS, DEUS PAI TODO-PODEROSO.
SENHOR, FILHO UNIGÊNITO, JESUS CRISTO.

SENHOR DEUS, CORDEIRO DE DEUS, FILHO DE DEUS PAI.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.
VÓS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
ACOLHEI A NOSSA SÚPLICA.
VÓS QUE ESTAIS À DIREITA DO PAI,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

SÓ VÓS SOIS O SANTO, SÓ VÓS, O SENHOR,
SÓ VÓS, O ALTÍSSIMO, JESUS CRISTO,
COM O ESPÍRITO SANTO,
NA GLÓRIA DE DEUS PAI,
NA GLÓRIA DE DEUS PAI.

AMÉM!
ORAÇÃO DO DIA

9. Terminado o hino, de mãos unidas, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos oram em silêncio por um tempo.
Então, o sacerdote abrindo os braços reza a oração conforme abaixo em Oração da Coleta:
Ó Deus, pela largueza de vossa graça inefável, quereis que este vosso servo, Presbítero Jack Lima; dai-lhe exercer dignamente o ministério do múnus episcopal e governar o rebanho a ele confiado, pela palavra e pelo exemplo, sendo vós em tudo o verdadeiro Pastor. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Ao terminar, o povo aclama:
Ass.: Amém.

PRIMEIRA LEITURA
(Jr 1, 4-9)

10. O leitor dirige-se ao ambão para a primeira leitura, que todos ouvem sentados.

– Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

Foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo: 'Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações'. Disse eu: 'Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo'. Disse-me o Senhor: 'Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás, e tudo que eu te mandar dizer, dirás. Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te', diz o Senhor. O Senhor estendeu a mão, tocou-me a boca e disse-me: 'Eis que ponho minhas palavras em tua boca.

– Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.

SALMO RESPONSORIAL
11. O salmista ou o cantor recita o salmo, e o povo o estribilho.

– O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.
Ass.: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.

 Que poderei retribuir ao Senhor Deus por tudo aquilo que ele fez em meu favor? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.
Ass.: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.

 Oferecer-vos-ei um sacrifício de louvor, invocando o nome do Senhor. Cumprirei os meus votos para com o Senhor, na presença de todo o seu povo.
Ass.: O CÁLICE POR NÓS ABENÇOADO É A NOSSA COMUNHÃO COM O SANGUE DO SENHOR.

SEGUNDA LEITURA
(1 Ped 5, 1-4)

12. Se houver segunda leitura, o leitor a fará no ambão, como acima.

– Leitura da Primeira Carta de Pedro.

Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar. Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação; não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho. E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.

- Palavra do Senhor.
Ass.: Graças a Deus.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

13. Segue-se o Aleluia ou outro canto.

ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.
ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA.

14. Enquanto isso, o sacerdote, se usar incenso, coloca-o no turíbulo. O diácono que vai proclamar o Evangelho, inclinando-se diante do sacerdote, pede a bênção em voz baixa:
Diác.: Dá-me a tua bênção.

O sacerdote diz em voz baixa:
Pres.: O Senhor esteja em teu coração e em teus lábios para que possas anunciar dignamente o seu Evangelho: em nome do Pai e do Filho + e do Espírito Santo.
O diácono responde:
Diác.: Amém.

Se não houver diácono, o sacerdote, inclinado diante do altar, reza em silêncio;
Pres.: Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho.

EVANGELHO
(Jo 13, 1-8.12-16.34-38)

15. O diácono ou o sacerdote dirige-se ao ambão, acompanhado, se for oportuno, pelos ministros com o incenso e as velas, e diz:
Diác. ou Sac.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.
   
O diácono, ou o sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:
Diác. ou Sac.: Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

Então o diácono ou o sacerdote, se for oportuno, incensa o livro e proclama o Evangelho.
Diác. ou Sac.: Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo ao Pai, como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou. Durante a ceia, sabendo Jesus que o Pai tudo lhe dera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava,  levantou-se da mesa, depôs as suas vestes e, pegando duma toalha, cingiu-se com ela. Em seguida, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. Chegou a Simão Pedro. Mas Pedro lhe disse: Senhor, queres lavar-me os pés!... Respondeu-lhe Jesus: O que faço não compreendes agora, mas compreendê-lo-ás em breve. Disse-lhe Pedro: Jamais me lavarás os pés!... Respondeu-lhe Jesus: Se eu não tos lavar, não terás parte comigo. Depois de lhes lavar os pés e tomar as suas vestes, sentou-se novamente à mesa e perguntou-lhes: Sabeis o que vos fiz? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Logo, se eu, vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, assim façais também vós. Em verdade, em verdade vos digo: o servo não é maior do que o seu Senhor, nem o enviado é maior do que aquele que o enviou. Dou-vos um novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros. Perguntou-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus respondeu-lhe: Para onde vou, não podes seguir-me agora, mas seguir-me-ás mais tarde. Pedro tornou a perguntar: Senhor, por que te não posso seguir agora? Darei a minha vida por ti! Respondeu-lhe Jesus: Darás a tua vida por mim! Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo até que me negues três vezes. 

16. Terminado o Evangelho, o diácono ou o sacerdote diz:
Diác. ou Sac.: Palavra da Salvação.
Ass.: Glória a vós, Senhor.

O sacerdote beija o livro, rezando em silêncio:
Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados.

17. Após a leitura do Evangelho, o diácono, com toda reverência, coloca o livro dos Evangelhos novamente sobre o altar, onde permanece até o momento de ser colocado sobre a cabeça do Ordinando.

SÚPLICA AO ESPÍRITO SANTO

18. Começa então a Ordenação de Bispo. Estando todos de pé, pode cantar-se o Hino Veni, Creator Spiritus (Oh! Vinde, Espírito criador), ou outro canto correspondente, conforme o costume dos lugares.

VENI CREATOR SPIRITUS, MENTES TUORUM VISITA,
IMPLE SUPERNA GRATIA, QUAE TU CREASTI, PECTORA.

QUI DICERIS PARACLITUS, ALTISSIMI DONUM DEI,
FONS VIVUS, IGNIS, CARITAS,ET SPIRITALIS UNCTIO.

TU SEPTIFORMIS MUNERE, DIGITUS PATERNAE DEXTERAE,
TU RITE PROMISSUM PATRIS, SERMONE DITANS GUTTURA.

ACCENDE LUMEN SENSIBUS, INFUNDE AMOREM CORDIBUS,
INFIRMA NOSTRI CORPORIS, VIRTUTE FIRMANS PERPETI.

HOSTEM REPELLAS LONGIUS, PACEMQUE DONES PROTINUS;
DUCTORE SIC TE PRAEVIO, VITEMUS OMNE NOXIUM.

PER TE SCIAMUS DA PATREM NOSCAMUS ATQUE FILIUM;
TEQUE UTRIUSQUE SPIRITUM CREDAMUS OMNI TEMPORE.

DEO PATRI SIT GLORIA, ET FILIO, QUI A MORTUIS
SURREXIT, AC PARACLITO IN SAECULORUM SAECULA.
AMEN.

APRESENTAÇÃO DO ELEITO

19. O eleito é conduzido pelos Presbíteros assistentes até em frente do Bispo ordenante principal, ao qual faz uma reverência.

20. Um dos presbíteros assistentes, fala ao Bispo ordenante principal com estas palavras:
Sac.: Reverendíssimo Pai, a Santa Mãe Igreja Católica pede que ordenes para o Ministério episcopal os Presbíteros Hugo Thein e Lukke Muler.

O Bispo ordenante principal o interroga, dizendo:
Pres.: Tens o mandato apostólico?

Ele responde:
Sac.: Aqui o temos.

O ordenante principal:
Pres.: Proceda-se à leitura.

Estando todos sentados, lê-se a Bula.


BONIFÁCIO, BISPO

SERVO DOS SERVOS DE DEUS


Ao nosso dileto filho, Hugo Thein e Lukke Muller, até agora Padre na Arquidiocese de São Paulo, eleito Bispo-Auxiliar de São Paulo, saúde e Bênção Apostólica.


O governo pastoral de toda a Igreja de Deus, peregrina na Terra, foi concedido ao Bem-aventurado Pedro, guarda das chaves do Céu, e aos seus sucessores. Pelo que eles devem, segundo as exigências do assunto e do momento, constituir Pastores no Episcopado. Nós, portanto, seguindo os passos dos nossos predecessores, dirigimos com benevolência o nosso espírito para a Igreja Paulista, guiada pelo Venerável Irmão Giovanni Coppa.


Tu, entretanto, és considerado provido de virtudes e dotes naturais com que poderás desempenhar este importante múnus. Por isso, ouvida a opinião do Dicastério dos Bispos, pela Nossa Autoridade Apostólica, com esta Bula, nomeamos-te Bispo Auxiliar de São Paulo, segundo as normas do direito comum. 


Concedemos, pois, que possas receber a ordenação episcopal fora da cidade de Roma, das mãos de um Bispo fiel, segundo as normas litúrgicas. Mas antes deverás fazer a profissão de fé católica e proferir o juramento de fidelidade a nós e aos nossos sucessores.


Terás também o cuidado de dar conhecimento desta nossa carta ao clero e ao povo dessa comunidade eclesial, que exortamos a aderirem com amor filial aos teus ensinamentos e orientações.


Além disso, não te esqueças de que o cuidado de apascentar o rebanho é testemunho de amor, de tal modo que, ao Senhor que diz: "se me amas, apascenta as minhas ovelhas" (Jo 15, 17), também tu respondas com a maior disponibilidade.


Dado em Roma, em São Pedro, aos três dias do mês de julho do ano do Senhor de dois mil e vinte três.


+ Bonifácio Pp. III

Pontífice Máximo 


Terminada a leitura, todos concordam com a eleição do Bispo, dizendo:
Ass.: Graças a Deus.

HOMILIA

21. O Bispo ordenante principal, estando todos sentados, faz a homilia, na qual fala ao clero, ao povo e ao eleito sobre o ministério do Bispo, iniciando com base no texto das leituras feitas na Liturgia da Palavra.

PROPÓSITO DO ELEITO

22. Após a homilia, só o eleito se levanta e permanece de pé diante do Bispo ordenante principal, que o interroga com estas palavras:
Pres.: Conforme o costume dos Santos Padres, aquele que é escolhido para Bispo deve ser interrogado diante do povo, quanto à fé e sua futura missão.
Assim, caríssimos irmãos, queres desempenhar até à morte a missão que nos foi confiada pelos Apóstolos, e que, por imposição de nossas mãos, te será transmitida com a graça do Espírito Santo?
    O eleito responde:
Eleito: Quero.

Pres.: Queres anunciar o Evangelho de Cristo com fidelidade e perseverança?
Eleito: Quero.

Pres.: Queres conservar em sua pureza e integridade o tesouro da fé, tal como foi recebido dos Apóstolos e transmitido na Igreja, sempre e em toda a parte?
Eleito: Quero.

Pres.: Queres edificar a Igreja, corpo de Cristo, e permanecer na sua unidade com o Colégio dos Bispos, sob a autoridade do sucessor do Apóstolo Pedro?
Eleito: Quero.

Pres.: Queres, com teus colaboradores, presbíteros e diáconos, cuidar do povo de Deus com amor de pai e dirigi-lo no caminho da salvação?
Eleito: Quero.

Pres.: Queres, por amor a Deus, mostrar-te afável e misericordioso para com os pobres e peregrinos e todos os necessitados?
Eleito: Quero.

Pres.: Como bom pastor, queres procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do Senhor?
Eleito: Quero.

Pres.: Queres orar incessantemente pelo povo de Deus e desempenhar com fidelidade a missão do sumo sacerdócio?
Eleito: Quero, com a graça de Deus.

Pres.: Deus, que te inspirou este bom propósito, te conduza sempre mais à perfeição

LADAINHA

23. Os Bispos tiram a mitra e todos levantam. O Bispo Ordenante principal, de pé, com as mãos postas, voltado para o povo, diz a invocação:
Pres.: Oremos, irmãos e irmãs, para que Deus todo-poderoso derrame com largueza a sua graça sobre este servo, escolhido para o serviço da Igreja.

24. Então o eleito se prostra e canta-se a ladainha, à qual todos respondem; nos domingos e no Tempo pascal, todos permanecem de pé; nos outros dias, de joelhos. Neste caso, o diácono diz:
Diác.: Ajoelhemo-nos.

Na ladainha podem acrescentar-se, nos devidos lugares, alguns nomes de santos, p. ex. do Padroeiro, do Titular da igreja, do Fundador, do Padroeiro do eleito, ou outras invocações apropriadas a cada circunstância. 

CANTO

SOLO:
KYRIE ELEISON.
TODOS:
KYRIE ELEISON.

SOLO:
CHRISTE ELEISON.
TODOS:
CHRISTE ELEISON.

SOLO:
KYRIE ELEISON.
TODOS:
KYRIE ELEISON.

- SANTA MARIA, MÃE DE DEUS.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO MIGUEL.  
ROGAI POR NÓS. 

- SANTOS ANJOS DE DEUS.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO JOÃO BATISTA.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO JOSÉ.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO PEDRO E SÃO PAULO.
ROGAI POR NÓS. 

- SANTO ANDRÉ.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO TIAGO.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO JOÃO.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO TOMÉ.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO FELIPE.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO BARTOLOMEU.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO MATEUS.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO SIMÃO.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO TADEU.
ROGAI POR NÓS. 

-SÃO MATIAS.
ROGAI POR NÓS. 

- SANTA MARIA MADELENA.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO LOURENÇO.
ROGAI POR NÓS. 

SANTA PERPÉTUA E SANTA FELICIDADE.
ROGAI POR NÓS. 

- SANTA INÊS
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO GREGÓRIO.
ROGAI POR NÓS. 

- SANTO AGOSTINHO.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO MARTINHO.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO BENTO.
ROGAI POR NÓS. 

SÃO FRANCISCO E SÃO DOMINGOS.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO FRANCISCO XAVIER.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO JOÃO MARIA VIANNEY
ROGAI POR NÓS. 

- SANTO ANTÔNIO DE PÁDUA.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO JOÃO BOSCO.
ROGAI POR NÓS. 

- SANTA CATARINA DE SENA.
ROGAI POR NÓS. 

- SANTA TEREZINHA.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO JOÃO DA CRUZ.
ROGAI POR NÓS. 

- SENHOR APARECIDA.
ROGAI POR NÓS. 

- SÃO JOÃO PAULO SEGUNDO.
ROGAI POR NÓS. 

- SANTA DULCE DOS POBRES.
ROGAI POR NÓS. 

- BEATA NHA CHICA.
ROGAI POR NÓS. 

- TODOS OS SANTOS E SANTAS DE DEUS.
ROGAI POR NÓS. 

- SEDE-NOS PROPÍCIO.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PARA QUE NOS LIVREIS DE TODO MAL, DE TODO PECADO E DA MORTE ETERNA.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PELA VOSSA ENCARNAÇÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PELA EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- APESAR DE NOSSOS PECADOS.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PARA QUE VOS DIGNEIS CONDUZIR E PROTEGER A VOSSA IGREJA.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PARA QUE VOS DIGNEIS CONSERVAR NO VOSSO SANTO SERVIÇO, O PAPA, OS BISPOS E TODO O CLERO.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PARA QUE VOS DIGNEIS ABENÇOAR, SANTIFICAR E CONSAGRAR ESTE ELEITO.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PARA QUE VOS DIGNEIS CONCEDER A TODOS OS POVOS A PAZ E A VERDADEIRA CONCÓRDIA.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- PARA QUE VOS DIGNEIS MANIFESTAR A VOSSA MISERICÓRDIA A TODOS QUE SOFREM TRIBULAÇÕES.
OUVI-NOS, SENHOR.

- PARA QUE VOS DIGNEIS CONSERVAR-NOS E CONFORTAR-NOS NO VOSSO SANTO SERVIÇO.
OUVI-NOS, SENHOR.

- JESUS, FILHO DO DEUS VIVO.
OUVI-NOS, SENHOR.
 
- CRISTO, OUVI-NOS.
CRISTO, OUVI-NOS.

- CRISTO, ATENDEI-NOS.
CRISTO, ATENDEI-NOS.

25. Terminada a ladainha, só o Ordenante principal, de pé, com as mãos estendidas diz:
Pres.: Atendei, ó Pai, as nossas súplicas para que, ao derramardes sobre este vosso servo a plenitude da graça sacerdotal, desça sobre ele a força da vossa bênção. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

O diácono, se for o caso, pede:
Diác.: Levantai-vos!
E todos se levantam.

IMPOSIÇÃO DAS MÃOS E PRECE DE ORDENAÇÃO

26. O eleito se levanta, aproxima do Bispo Ordenante principal, que está de pé, diante da cátedra, com mitra, e ajoelha-se diante dele.

27. Em silêncio, o Bispo Ordenante principal impõe as mãos sobre a cabeça do eleito. Depois dele, os outros Bispos aproximando-se um após o outro, impõem também as mãos ao eleito em silêncio. Terminada a imposição das mãos, os Bispos permanecem ao lado do Ordenante principal até que termine a prece de Ordenação, mas de tal modo que sejam vistos por todos os fiéis.

28. Em seguida, o Ordenante principal recebe do Diácono o livro dos Evangelhos e o coloca, aberto, sobre a cabeça do eleito; dois diáconos, de pé, um à direita e outro à esquerdado eleito, seguram o livro dos Evangelhos sobre a cabeça dele até o fim da Prece de Ordenação.

29. Tendo o eleito ajoelhado à sua frente, o Ordenante principal, com os outros Bispos ao seu lado, todos sem mitra, e de mãos estendidas, diz a Prece de Ordenação:
Pres.: Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai de misericórdia e Deus de toda consolação: Vós habitais no mais alto dos céus, e voltais o vosso olhar para os humildes; conheceis todas as coisas antes que aconteçam; pela vossa palavra estabelecestes leis na Igreja; e escolhestes desde o princípio um povo santo, descendente de Abraão, dando-lhe chefes e sacerdotes, e jamais deixastes sem ministros o vosso santuário, porque, desde o princípio, quisestes ser glorificado em vossos Eleitos.

A parte da Prece de Ordenação que segue é proferida por todos os Bispos ordenantes, de mãos unidas, mas em voz baixa, de modo que a voz do Bispo ordenante principal possa claramente ser ouvida:
Enviai agora sobre este Eleito a força que de vós procede, o Espírito Soberano, que destes ao vosso amado Filho, Jesus Cristo, e ele transmitiu aos santos Apóstolos, que fundaram a Igreja por toda a parte, como vosso templo, para glória e perene louvor do vosso nome.

O Ordenante principal continua, sozinho:
Ó Pai, que conheceis os corações, concedei que este vosso servo, escolhido para Bispo, apascente o vosso rebanho e exerça, de modo irrepreensível, a plenitude do sacerdócio. Que ele vos sirva dia e noite, intercedendo junto a vós pelo seu povo, e oferecendo os dons da vossa Igreja. Pela força do Espírito Santo, que a plenitude do sacerdócio lhe comunica, concedei-lhe o poder de perdoar os pecados segundo o vosso mandamento, ele ele distribua os ministérios segundo o vosso preceito, e desligue todo o vínculo conforme o poder dado aos Apóstolos. Pela mansidão e pureza de coração, que ele seja para vós oferenda agradável por vosso Filho, Jesus Cristo.  Por ele, ó Pai, recebeis com o Espírito Santo a glória, o poder e a honra na Igreja santa, agora e para sempre.
Ass.: Amém.

30. Terminada a Prece de Ordenação, os Diáconos retiram o livro dos Evangelhos que seguravam sobre a cabeça do Ordenado, e um deles conserva o livro até que seja entregue ao Ordenado. Todos se sentam. O Ordenante principal e os Bispos ordenantes põem a mitra.

UNÇÃO DA CABEÇA E ENTREGA DO LIVRO DOS EVANGELHOS E DAS INSÍGNIAS

31. O Ordenante principal, revestido de gremial branco, recebe de um dos Diáconos o frasco com óleo do Crisma e unge a cabeça do Ordenado, ajoelhado diante dele, dizendo:
Pres.: Deus, que te fez participar da plenitude do sacerdócio de Cristo, derrame sobre ti o bálsamo da unção, enriquecendo-te com a bênção da fecundidade espiritual.
Ao terminar a unção, o Ordenante principal lava as mãos.

32. O Bispo ordenante principal, recebe do Diácono o livro dos Evangelhos, entra-o ao Ordenado, dizendo:
Pres.: Recebe o Evangelho e anuncia a palavra de Deus com toda a constância e desejo de ensinar.
O Diácono retoma o livro dos Evangelhos e o recoloca no seu lugar.

33. O Ordenante principal põe o anel no dedo anular da mão direita do Ordenado, dizendo:
Pres.: Recebe este anel, símbolo da fidelidade; e com fidelidade invencível guarda sem mancha a Igreja, esposa de Deus.

34. Em seguida, o Ordenante principal impõe a mitra ao Ordenado, dizendo:
Pres.: Recebe a mitra e brilhe em ti o esplendor da santidade, para que, quando vier o Príncipe dos pastores, mereças receber a imarcescível coroa da glória.

35. Por fim, entrega-lhe o báculo pastoral, dizendo:
Pres.: Recebe o báculo, símbolo do serviço pastoral, e cuida de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo te constituiu Bispo a fim de apascentar a Igreja de Deus.

36. Todos se levantam. O Ordenante principal convida o Ordenado a ocupar o primeiro lugar entre os Bispos concelebrantes.

37. Finalmente, tendo deposto o báculo, o Ordenado se levanta e recebe a saudação da paz do Ordenante principal e de todos os Bispos.

CANTO

SOU BOM PASTOR OVELHAS GUARDAREI
NÃO TENHO OUTRO OFICIO NEM TEREI
QUANTAS VIDAS EU TIVER EU LHES DAREI
 
MAUS PASTORES, NUM DIA DE SOMBRA
NÃO CUIDARAM E O REBANHO SE PERDEU
VOU SAIR PELO CAMPO REUNIR O QUE É MEU
CONDUZIR E SALVAR
 
VERDES PRADOS E BELAS MONTANHAS
HÃO DE VER O PASTOR, REBANHO ATRÁS
JUNTO A MIM, AS OVELHAS TERÃO MUITA PAZ
PODERÃO DESCANSAR

38. A Missa prossegue como de costume. Diz-se a Profissão de fé, conforme as rubricas; omitem-se as Preces comunitárias.

OFERTÓRIO

39. Inicia-se o canto do ofertório, enquanto os ministros colocam no altar o corporal, o sanguinho , o cálice e o missal.

CANTO

A MESA SANTA QUE PREPARAMOS,
MÃOS QUE SE ELEVAM A TI, Ó SENHOR
O PÃO E O VINHO, FRUTOS DA TERRA,
DURO TRABALHO, CARINHO E AMOR.

Ô, Ô, Ô, RECEBE SENHOR
Ô, Ô RECEBE SENHOR
Ô, Ô, Ô, RECEBE SENHOR
Ô, Ô RECEBE SENHOR

FLORES, ESPINHOS, DOR E ALEGRIA,
PAIS, MÃES E FILHOS DIANTE DO ALTAR.
A NOSSA OFERTA EM NOVA FESTA,
A NOSSA DOR, VEM SENHOR TRANSFORMAR

A VIDA NOVA, NOVA FAMÍLIA,
QUE CELEBRAMOS AQUI TEM LUGAR.
TUA BONDADE VEM COM FARTURA
É SÓ SABER REUNIR, PARTILHAR

40. Convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a celebração da Eucaristia, ou outros dons para auxílio da comunidade e dos pobres.

41. O sacerdote, de pé, toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

42. O diácono ou o sacerdote derrama o vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio.
Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.

43. Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silêncio:
Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e que para nós se vai tornar vinho da salvação.
Coloca o cálice sobre o corporal.

Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescentar a aclamação:
Ass.: Bendito seja Deus para sempre!

44. O sacerdote, inclinando, reza em silêncio:
De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus.

45. Se for oportuno, incensa as oferendas e o altar. Depois, o diácono ou o ministro incensa o sacerdote e o povo.

46. O sacerdote, de pé, ao lado do altar, lava as mãos, dizendo em silêncio:
Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

47. No meio do altar e voltado para o povo, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:
Pres.: Orai, irmãos e irmãs, para que levando ao altar  as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo-poderoso.
Ass: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para o nosso bem e de toda a santa Igreja.

48. Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a oração sobre as oferendas.
Pres.: Sejam de vosso agrado, ó Deus, estas oferendas, que vos apresentamos em favor da vossa Igreja e deste vosso servo, o Bispo Jack Lima, e revesti com as virtudes apostólicas para o bem de sua diocese aquele que do meio do vosso povo escolhestes para Bispo. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

PREFÁCIO

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
Pres.: Corações ao alto.
Ass.: O nosso coração está em Deus.

O sacerdote, com os braços abertos, acrescenta:
Pres.: Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
Ass.: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.
Pres.: Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar,  Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Pela unção do Espírito Santo, constituístes vosso Filho unigênito Pontífice da nova e eterna aliança. E estabelecestes que seu único sacerdócio se perpetuasse na Igreja. Por isso, vosso Filho, Jesus Cristo, enriqueceu a Igreja com um sacerdócio real. E, com bondade fraterna, escolhe homens que, pela imposição das mãos, participem do seu ministério sagrado. Em nome de Cristo, estes renovam para nós o sacrifício da redenção humana, servindo aos fiéis o banquete da Páscoa. Presidindo o povo na caridade, eles o alimentam com vossa palavra e o restauram com vossos sacramentos. Dando a vida por vós e pela salvação de todos, procuram assemelhar-se cada vez mais ao próprio Cristo, testemunhando, constantes, a fidelidade e o amor para convosco. Por essa razão, com os anjos do céu e com as mulheres e os homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamamos, jubilosos, a vossa glória, cantando a uma só voz.

CANTO

SANCTUS, SANCTUS, SANCTUS
DOMINUS DEUS SABAOTH.
PLENI SUNT CAELI ET TERRA GLORIA TUA.
HOSANNA IN EXCELSIS.
BENEDICTUS QUI VENIT IN NOMINE DOMINI.
HOSANNA IN EXCELSIS.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

49. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.

50. Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:
Pres.: Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, 
Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:
a fim de que se tornem o Corpo e + o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.

51. Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.
Pres.: Na noite em que ia ser entregue, 
toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar,inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos.
Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

52. Então prossegue:
Pres.: Do mesmo modo, ao fim da ceia, 
toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, inclina-se levemente, e prossegue:
ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos.
Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo.

53. Em seguida, diz:
Pres.: Eis o mistério da fé!
Ass.: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

54. O sacerdote, de braços abertos, diz:
Pres.: Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.

Pres.: Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

1c: Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a virgem Maria, mãe de Deus, são José, seu esposo, os vossos apóstolos e mártires, São Mateus, e de todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

2c: E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo, o Papa Alexandre e vossos servos Hugo Thein e Lukke Muller que hoje ordenastes como pastor da Igreja, os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.
Atendei as preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

3c: Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, 
    Une as mãos
por Cristo, Senhor nosso.

3c: Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

55. Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:
Pres.: Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.
Ass.: Amém.

RITO DA COMUNHÃO

56. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz unindo as mãos:
Pres.: Antes de participar do banquete da Eucaristia, sinal de reconciliação e vínculo de união fraterna, rezemos, juntos, como o Senhor nos ensinou:
O sacerdote abre os braços e prossegue com o povo:
Ass.: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade,  assim na terra como no céu;  o pão nosso de cada dia nos daí hoje,  perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

57. O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:
Pres.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda de Cristo salvador.
    O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração aclamando:
Ass: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

58. O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.
    O sacerdote une as mãos e conclui:
Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
Ass.: Amém.

59. O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:
Pres.: A paz do Senhor esteja sempre convosco.
Ass.: O amor de Cristo nos uniu.

FRAÇÃO DO PÃO

60. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:
Pres.: Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

Enquanto isso, canta-se:
CANTO

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
TENDE PIEDADE DE NÓS.

CORDEIRO DE DEUS QUE TIRAIS O PECADO DO MUNDO,
DAI-NOS A PAZ.

Essas palavras podem ser repetidas várias vezes, se a fração do pão se prolonga. Contudo, na última vez se diz: dai-nos a paz.

61. O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:
Pres.: Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mundo, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar-me de vós.
Ou: 
Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tonem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida.

62. O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:
Pres.: Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro.Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Ass.: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

COMUNHÃO

63. O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:
Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Corpo de Cristo.
Depois, segura o cálice e reza em silêncio:
Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.
Comunga o Sangue de Cristo.

64. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar e diz a cada um:
O Corpo de Cristo.
O que vai comungar responde:
Amém.
O diácono, ao distribuir a sagrada comunhão, procede do mesmo modo.

65. Se houver comunhão sob as duas espécies, observe-se o rito prescrito.

66. Enquanto o sacerdote comunga do Corpo de Cristo, inicia-se o canto da comunhão.

CANTO
CANTAR A BELEZA DA VIDA
PRESENTE DO AMOR SEM IGUAL
MISSÃO DO TEU POVO ESCOLHIDO
SENHOR, VEM LIVRAR-NOS DO MAL
 
VEM DAR-NOS TEU FILHO, SENHOR
SUSTENTO NO PÃO E NO VINHO
E A FORÇA DO ESPÍRITO SANTO
UNINDO TEU POVO A CAMINHO
 
FALAR DO TEU FILHO ÀS NAÇÕES
VIVENDO COMO ELE VIVEU
MISSÃO DO TEU POVO ESCOLHIDO
SENHOR, VEM CUIDAR DO QUE É TEU!
 
VIVER O PERDÃO SEM MEDIDA
SERVIR SEM JAMAIS CONDENAR
MISSÃO DO TEU POVO ESCOLHIDO
SENHOR, VEM CONOSCO FICAR

67. Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice.
Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:
Fazei, Senhor,que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal e transforme para nós em remédio eterno.

68. O sacerdote pode voltar a cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor.

DEPOIS DA COMUNHÃO

69. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:
Pres.: Oremos.
E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo de silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida o sacerdote abrindo os braços diz a oração:
Ó Deus, pela força da Eucaristia, derramai sobre o Bispo Jack Lima os dons de vossa graça, para que desemprenhe dignamente seu ministério pastoral e, servindo com fidelidade, alcance a recompensa eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Ass.: Amém.

TE DEUM

70. Terminada a Oração depois da comunhão, canta-se o hino "Te Deum, laudamus" (A vós, ó Deus), ou outro hino correspondente, conforme os costumes do lugar. Enquanto isso o Bispo ordenado, de mitra e báculo, é conduzido pela igreja pelos dois Bispo ordenantes, dando a bênção a todos.

TE DEUM LAUDAMUS: TE DOMINUM CONFITEMUR.
TE AETERNUM PATREM OMNIS TERRA VENERATUR.

TIBI OMNES ANGELI; TIBI CAELI ET UNIVERSAE POTESTATES;
TIBI CHERUBIM ET SERAPHIM INCESSABILI VOCE PROCLAMANT:
SANCTUS, SANCTUS, SANCTUS, DOMINUS DEUS SABAOTH.
PLENI SUNT CAELI ET TERRA MAIESTATIS GLORIAE TUAE.

TE GLORIOSUS APOSTOLORUM CHORUS,
TE PROPHETARUM LAUDABILIS NUMERUS,
TE MARTYRUM CANDIDATUS LAUDAT EXERCITUS.
TE PER ORBEM TERRARUM SANCTA CONFITETUR ECCLESIA, PATREM IMMENSAE MAIESTATIS:

VENERANDUM TUUM VERUM ET UNICUM FILIUM;
SANCTUM QUOQUE PARACLITUM SPIRITUM.

TU REX GLORIAE, CHRISTE.
TU PATRIS SEMPITERNUS ES FILIUS.
TU AD LIBERANDUM SUSCEPTURUS HOMINEM,
NON HORRUISTI VIRGINIS UTERUM.

TU, DEVICTO MORTIS ACULEO,
APERUISTI CREDENTIBUS REGNA CAELORUM.
TU AD DEXTERAM DEI SEDES, IN GLORIA PATRIS.
IUDEX CREDERIS ESSE VENTURUS.

TE ERGO QUAESUMUS, TUIS FAMULIS SUBVENI:
QUOS PRETIOSO SANGUINE REDEMISTI.
AETERNA FAC CUM SANCTIS TUIS IN GLORIA NUMERARI.

"SALVUM FAC POPULUM TUUM, DOMINE, ET BENEDIC HEREDITATI TUAE.
ET REGE EOS, ET EXTOLLE ILLOS USQUE IN AETERNUM.
PER SINGULOS DIES BENEDICIMUS TE;
ET LAUDAMUS NOMEN TUUM IN SAECULUM, ET IN SAECULUM SAECULI.
DIGNARE, DOMINE, DIE ISTO SINE PECCATO NOS CUSTODIRE.
MISERERE NOSTRI DOMINE,
MISERERE NOSTRI.
FIAT MISERICORDIA TUA, DOMINE, SUPER NOS,
QUEMADMODUM SPERAVIMUS IN TE.
IN TE, DOMINE, SPERAVI: NON CONFUNDAR IN AETERNUM."

71. Após o hino, o Ordenado, de pé, junto ao altar, de mitra e báculo, pode dirigir breve alocução ao povo.

BENÇÃO FINAL

72. O Bispo que presidiu a Liturgia eucarística, dá a bênção. Em lugar da bênção habitual, pode-se dar uma bênção mais solene, como segue:

O Ordenante principal, de mãos estendidas sobre o Ordenado e o povo, diz: 
Pres.: O Senhor esteja convosco.
Ass.: Ele está no meio de nós.

O bispo ordenante estende as mãos:
Pres.: Que Deus te abençoe e te guarde, e assim como de fez pontífice de seu povo, conceda-te ser feliz nesta vida e participar da eterna felicidade.
Ass.: Amém.

Pres.: Conceda-te governar com êxito, por muitos anos, com sua graça e tua solicitude, o clero e o povo que ele reuniu.
Ass.: Amém.

Pres.: Obedecendo aos preceitos divinos, livres de todas adversidades e enriquecidos de todos os bens, e seguindo a tua orientação, gozem de paz neste mundo e mereçam reunir-se contigo na comunidade dos santos.
Ass.: Amém.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:
Pres.: E a todos vós, aqui reunidos, abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.
Ass.: Amém.

73. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo, unindo as mãos:
Diác. ou Pres.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Ass.: Graças a Deus.

74. Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reverência, retira-se com os ministros.

CANTO

SALVE RAINHA MÃE DE DEUS,
ÉS SENHORA NOSSA MÃE, NOSSA DOÇURA,
NOSSA LUZ, DOCE VIRGEM MARIA.

NÓS A TI CLAMAMOS, FILHOS EXILADOS,
NÓS A TI VOLTAMOS NOSSO OLHAR CONFIANTE.
VOLTA PARA NÓS, OH MÃE,
TEU SEMBLANTE DE AMOR.
DÁ-NOS TEU JESUS, OH MÃE,
QUANDO A NOITE PASSAR.

SALVE RAINHA MÃE DE DEUS,
ÉS AUXILIO DOS CRISTÃOS,
OH MÃE CLEMENTE, MÃE PIEDOSA,
DOCE VIRGEM MARIA.